sábado, 21 de outubro de 2017

Bonsai - Guia Completo para Iniciantes -

O que é um bonsai?


A tradução da palavra para o português literal é “plantada em vaso”, e não árvore em miniatura ou anã como foi por muito tempo difundido no Brasil.



Um bonsai não é uma muda ou uma manipulação afim de deixar uma pequena árvore estressada. É a representação da natureza, dando à uma árvore madura e capaz de produzir flores e frutos a chance de expressar todas as características que ela seria capaz de apresentar no ambiente natural dela.
O homem não tenta criar a natureza e ser Deus, mas dá condições para que a natureza se mostre como ela é.
A arte do bonsai demanda tempo, paciência e, é claro, talento. Durante muito tempo, formatos esdrúxulos que tinham troncos exageradamente retorcidos foram os exemplares mais caros, mas hoje se admira muito mais aqueles que são representação das espécies em seus ambientes naturais.

Origem do bonsai

Não se tem registro garantido sobre a origem do bonsai. Através de manuscritos e desenhos, se sabe, porém, que a China é o país que deu origem a esta arte.
No início, o objetivo era apenas coletar árvores pequenas na natureza e criá-las em vasos, mas com o tempo o cultivo delas foi se tornando uma arte. Apesar da China ser a dona do título de mão da arte, foi o Japão que a tornou mundialmente famosa.
Nos séculos XI e XII houve a grande invasão da cultura chinesa no Japão. Desde então o bonsai tem sido uma técnica conhecida como japonesa, o que já sabemos não ser verdade.

Primeiramente o cultivo das pequenas árvores era restrito aos nobres, mas com a expansão da cultura zen, logo o bonsai se popularizou no Japão e depois para a Europa com a chegada dos portugueses e espanhóis ao oriente.
No século XVIII os ingleses retornavam do Japão trazendo os primeiros exemplares para a Europa, e em 1878 já havia em Paris a primeira exposição européia. Em 1959, um grande mestre bonsaísta, Yoshi Yoshimura, levou para os Estados Unidos a técnica. Depois disso, para se espalhar para o mundo todo foi questão de vinte ou trinta anos.

Como fazer um bonsai?

Basicamente podemos fazer um bonsai através de:

Yamadori:

É o método o preferido dos bonsaístas que praticam a arte por puro prazer. Consiste em retirar árvores de montanhas, matas ou outros locais, onde elas estejam tendo seu crescimento limitado por sombra ou por não conseguir expandir suas raízes ou outros motivos. É a técnica que tem maior chances de erro para principiantes, mas é a técnica que nos dá melhores resultados em um curto espaço de tempo.

Sashiki:

Cultivo por estacas. Bonsais advindos de estacas normalmente, se bem escolhida a estaca, nos dão bons resultados, mas com um tempo um pouco maior.

Mudas:

Esse método nos dá um nível de sucesso bem grande e normalmente nos possibilita manejar a árvore desde muito nova, mas o tempo para se obter o bonsai pode ser muito longo.

Misho:

A partir de sementes, é o primeiro passo para se ter uma muda, mas o tempo é o fator mais limitante. Normalmente só quem trabalha com sementes são bonsaístas profissionais que fazem bonsais para vender.

Tipos de podas

Podas drásticas: é necessária quando a muda tem aspecto muito alta e de tronco muito fino. A poda drástica serve para a planta engrossar o caule e aumentar as raízes mais superficiais. Deve ser feita de forma a não danificar o tronco e de não diminuir tanto a área foliar fotossinteticamente ativa.
Poda das folhas: serve para retirar folhas de lugares que possam deixar a copa com aspecto estranho. Neste caso cortamos a folha de forma a deixar o pecíolo na planta até que a própria possa cicatrizar o local de onde se tirou folha.
Podas de refinamento: comum em pinheiros, é feito com as mãos, arrancando-se os ponteiros e as folhas mais jovens na primavera.


Amarrações: Utilizam-se amarrações com arames de cobre ou alumínio. A disposição das amarrações é feita de forma a “enrolar” os galhos que deverão ser guiados na direção desejada. Os arames nunca podem se cruzar sobre os galhos.
Poda das raízes: A poda das raízes é fundamental para a sobrevivência do bonsai. É com a poda das raízes que a planta adquire aspecto mais velho. O intervalo entre uma poda e outra varia de espécie para espécie e em bonsais muito velhos pode ser dispensada.
Para se podar as raízes, devemos tirar a planta do vaso e tentar manter a integridade do torrão de terra que fica em torno da maior parte das raízes. Com cuidado devemos podar as raízes excedentes de forma cuidadosa e com material adequadamente afiado.
Após a poda de raízes a planta deve ser novamente colocada no vaso e coberta com terra orgânica.

Sistema de drenagem:

No fundo do vaso de qualquer bonsai devemos ter um sistema de drenagem eficiente.
Normalmente o fundo do recipiente tem um grande furo que deve ser coberto internamente por tela. No fundo é bom ter uma camada de cascalho grande e outra camada de cascalho pequeno. Acima disso deve vir uma camada de terra, o torrão com o bonsai (que deve ter solo bem estruturado e estável, não somente terra de jardim ou terra orgânica) e acima do torrão terra orgânica ou substrato.

Como molhar seu bonsai

O bonsai deve ser molhado de forma abundante, por isso é necessário um bom sistema de drenagem, mas somente quando a terra estiver molhada. No verão é necessário que se molhe a copa com um borrifador.

Sol ou sombra?

Depende da espécie. Mesmo que o bonsai precise de sombra, esta deve ser proporcionada com sombrite ou com a sombra de outra árvore. Bonsais são árvores que não “gostam” de interiores, e precisam, para se aproximar da sua forma natural, sofrer a influência do tempo.

Quais são as melhores espécies?

Depende. Os pinheiros são muito utilizados e as mirtáceas (goiabeiras, cerejeiras, araçazeiros, pitanga, etc) são muito resistentes pelo fato de serem nativas. Leguminosas e azaléias são muito plantadas também.
Ao contrário do que se pensa, o bonsai não tem que ter folhas pequenas, pois uma única folha pode representar uma parte da copa. A princípio, todas as árvores podem ser bonsais, mas conseguir fazer com que todas se adaptem ao envasamento… aí é outra história.

E a adubação?

Os bonsais precisam ser adubados de tempos em tempos e com determinadas concentrações de macro e micronutrientes. A adubação pode ser com compostos orgânicos de ação mais lenta ou fertigramas industriais de ação rápida e usada em menores quantidades, porém mais caro e com um maior risco de intoxicação por excesso.

Fonte : Jardineiro.net


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

14 IDEIAS INCRÍVEIS PARA REAPROVEITAR GAVETAS ANTIGAS


As gavetas daquela velha cômoda ou criado-mudo podem dar lugar a um belo nicho, uma mesinha de centro ou até um aparador!  

Veja aqui como transformar gavetas antigas de várias formas bem diferentes:

...

Pequena composição de gavetinhas, como esta aqui. Cada uma foi pintada com uma cor diferente.


 Na parede, esta gaveta foi transformada em um quadro de recados. Para grudar bilhetes e fotografias, é possível revestir a parte interna da peça com um ímã adesivado. O resultado ficará ainda mais bacana se for usado um pedaço de papel de parede por cima do ímã. 


Com o acréscimo de puxadores e fixada na parede, serve para organizar as bijuterias...


Em dupla, floreiras...


Pintadas em cores diversas, nichos...


Aqui as gavetas recebem pés e transformam-se em úteis organizadores


Tendo o fundo revestido por rolhas, mural de recados...


Com rodinhas...


 
No banheiro, as gavetas também são bem-vindas! Aqui, a peça ganhou uma prateleira para ter seu espaço dividido e melhor aproveitado.


Com suporte em madeira, acomodam vasinhos


Mesinha de apoio


Aqui, a junção de duas gavetas formaram um belo aparador. Os pés podem ser reaproveitados de outro móvel também.


21 Ideias de Sacadas Fechadas



Sacadas fechadas estão cada dia mais em alta. Tem muitas vantagens. Aumenta a segurança, protege do vento, da chuva, dos raios solares.... melhora a climatização, o isolamento acústico e claro valoriza o imóvel.

O fechamento de sacadas não é considerado obra ou reforma, por isso não precisa autorização de órgãos competentes.Mas se mora em condomínio, verifique as normas estabelecidas na convenção, e o modelo padrão autorizado.

Aqui a varanda cria aconchego e se transforma num dos espaços mais concorridos do apartamento... Inspire-se:























quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O guia da suculenta: conheça as espécies e como cultivá-las

Já matou uma suculenta afogada? Isso é muito comum; apesar de serem fáceis de cuidar, existem deslizes graves que atrapalham o cultivo. Atenção aos cuidados necessários:




Todo cacto é uma suculenta, mas nem toda suculenta é um cacto: aqui, vamos falar do segundo grupo, as primas dos reis do deserto, pequenas, gordas e sem espinhos.


Deve-se estar atento à rega: é muito comum afogar as suculentas no cultivo em casa. Para evitar que as raízes fiquem empoçadas, invista em vasos com furos.

Mais que focar em um número específico de irrigações, repare na aparência da planta e da terra, que deve ser mantida úmida, nunca encharcada.


Preste muita atenção no tamanho de sua planta. Suculentas que se tornam compridas, com folhas bem separadas, sofrem com falta de luz solar. A planta saudável é bem compacta. Leve-as para tomar banhos de sol durante a manhã para evitar que elas percam seu formato natural.



Conheça algumas espécies de suculentas que ficam lindas em casa:


Nome científico: Aeonium leucoblepharum


Nome popular: Orelha de Shrek. Nome científico: Crassula ovata Gollum


Nome popular: Planta-jade. Nome científico: Crassula ovata


Nome científico: Echeveria carnicolor


Nome popular: Echevéria ou Rosa-de-Pedra. Nome científico: Echeveria Elegans


Nome popular: colar-de-pérolas. Nome científico: Senecio rowleyanus


Nome popular: Flor fantasma. Nome científico: Graptopetalum paraguayense


Nome popular: dedinho-de-moça. Nome científico: Sedum pachyphyllum


Nome científico: Haworthia cymbiformis


Nome científico: Haworthia Fasciata


Nome popular: Rabo-de-burro. Nome científico: Sedum morganianum


Nome científico: Sedum adolphi


Nome científico: Sedum carnicolor 


Nome científico: Sedum cauticola 


Nome científico: Sedum clavatum 


Nome científico: Sedum compactum


Nome científico: Sedum lydium


Nome científico: Sedum makinoi 


Nome científico: Sedum multiceps


Nome científico: Sedum oreganum


Nome científico: Sedum pachyphyllum 


Nome científico: Sedum pluricaule


Nome científico: Sedum lucidum


Nome científico: Sedum nussbaumerianum